Cirurgia das Carótidas

Desde o século XIV as carótidas foram submetidas a vários procedimentos destinados a preservar a passagem de sangue para o cérebro. Todas as cirurgias de revascularização têm como propósito eliminar a possibilidade de a placa de gordura se fragmentar e se deslocar em direção ao cérebro.

A primeira cirurgia com sucesso para a retirada da placa de ateroma da carótida foi realizada em 1953. Desde então, com aprimoramentos técnicos, a endarterectomia de carótida se tornou o padrão no tratamento dessa doença até os dias atuais. O primeiro stent em carótida foi implantado somente em 1994. Atualmente, as técnicas endovasculares são comparáveis com a cirurgia aberta em termos de resultados imediatos e prevenção do derrame.

A indicação entre uma ou outra técnica deve levar em conta fatores clínicos, sintomas e tipo de calcificação da placa de ateroma.

 

Endarterectomia de Carótida

É uma cirurgia na qual, através de incisão no pescoço, a artéria carótida é exposta, aberta e tem a sua placa de ateroma retirada. O paciente é internado no mesmo dia da cirurgia, é submetido à anestesia geral na maioria dos serviços, e realiza seu pós-operatório em ambiente de UTI.

Deve somente ser executada por cirurgião experiente. Muitas vezes é necessário realizar um remendo na carótida usando um pequeno trajeto da veia safena no membro inferior ou um remendo de material sintético específico para esse fim.