Angioplastias Periféricas

A dilatação das artérias obstruídas tem sido realizada desde 1964, com os trabalhos pioneiros do radiologista americano Charles Dotter. Com o desenvolvimento do balão de angioplastia por Grüetzig na década de 1970 e posteriormente com o advento do stent metálico por Palmaz, a revascularização endovascular se tornou a primeira escolha no tratamento da isquemia nas artérias do coração, dos membros, rins, cérebro, dentre outros.

Com a técnica endovascular, as incisões são substituídas por uma simples punção numa artéria, por meio da qual são levados todos os materiais necessários para o tratamento da obstrução (cateteres, balões, stents). A recuperação é muito rápida e os resultados podem ser vistos ainda na sala de hemodinâmica.

Recentemente, novas técnicas têm sido empregadas e testadas com excelentes resultados, como os stents farmacológicos, balões farmacológicos e aterótomos a laser.

Há uma tendência mundial para que os procedimentos de intervenção periférica, mesmo as angioplastias de artérias de pernas, sejam realizados através da artéria radial, encurtando o tempo de hospitalização e diminuindo o numero de complicações.

O tratamento dessas condições só pode ser realizado por profissionais devidamente treinados, com vários anos de prática no manuseio dos materiais e da condução da doença.